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	<title>cartas de mar e chuva</title>
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		<title>cartas de mar e chuva</title>
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		<title>.fragmentação.</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 01:52:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[.(entre os escombros do penhasco, há um murmúrio). .convoco réstias e fiapos do que me mantém atado para enviar &#8211; através dessa brisa marinha que tudo atravessa &#8211; mais uma mensagem à moça d´olhos, que está num longe que lhe abriga vela e ama. .se interrompo de quando em quando essa missiva é que os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=13&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.(entre os escombros do penhasco, há um murmúrio).</p>
<p>.convoco réstias e fiapos do que me mantém atado para enviar &#8211; através dessa brisa marinha que tudo atravessa &#8211; mais uma mensagem à moça d´olhos, que está num longe que lhe abriga vela e ama.</p>
<p>.se interrompo de quando em quando essa missiva é que os pedaços estupefatos que me formam não se demoram a desmoronar, deixando um vácuo inócuo no lugar do fôlego falante que antes lhe animava. mas &#8211; arre &#8211; hei de conseguir terminar essa carta de encontros desencontrados e fragilidades flutuantes.</p>
<p>.estou cá minha linda moça d´olhos: desterrado do meu penhasco. órfão de tudo. migrante de si. re-tecendo o que serei com os despojos do que fui. meunosso mar salga os cortes ainda abertos dos enxertos e da degola dos excessos.  memórias  identidades e nascimentos digladiam como herdeiros (cheios de animosidade) de um legado ainda duvidoso. o corpo clama por hibernações. a mente obscurece e des-sonha. a voz habita silêncios. não sei mais de mim.</p>
<p>.procuro dentro de mim tua chama-guia e não encontro. a palma pretificada permanece aberta para o espaço. os ossos projetam o corpo para uma outra existência que sequer suspeito. durante os últimos séculos resisti bravamente a esse apelo. mas agora envelheceu meu alaúde &#8211; cujas canções adormeciam meus fantasmas perseguidores. como também secaram minhas gotas de chuva enfeitiçadora &#8211; que faziam sorrir até mesmo as tristezas mais noturnas. e mesmo minha valsa de esperanças &#8211; que desconsertava os agrouros e as sombras pálidas &#8211; perdeu o passo.</p>
<p>.estou de partida para o não-sei, minha adorável moça d´olhos. é minha derradeira tentativa de reaver meu corpo-continente. uma jornada inesperada e estranhamente impossível de prever. confesso cansaço e desilusão. confesso alheiamento e solidão. confesso pele de ausência.</p>
<p>.queria poder saber o que há além dessa fragmentação escura que me cerca mas os olhos de luneta estão turvos e relutantes.</p>
<p>.me imponho seguir à diante. talvez com a coragem dos que não suportam mais permanecer imóveis.</p>
<p>.se tu um dia receber esse relato preciso que saibas que o amor que esculpiu no meu penhasco um caminho de girassóis de olhos ainda é feito de vastidão.</p>
<p>.poeta do penhasco.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=13&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;prisioneira de minha cegueira&#8230;</title>
		<link>http://cartasdemarechuva.wordpress.com/2009/01/24/prisioneira-de-minha-cegueira/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 16:19:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[meu poeta do penhasco&#8230; estive muito tempo ausente, me desculpe queria mesmo era estar ao seu lado acontece que me fui tomada de uma cegueira desatinada não me posso ver o destino, pois minha vista está embaçada pelo meu infortúnio de não poder enxergar me tornei prisioneira de minha cegueira pelo tempo ausente me senti [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=11&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>meu poeta do penhasco&#8230;</p>
<p>estive muito tempo ausente, me desculpe<br />
queria mesmo era estar ao seu lado</p>
<p>acontece que me fui tomada de uma cegueira desatinada<br />
não me posso ver o destino, pois minha vista está embaçada</p>
<p>pelo meu infortúnio de não poder enxergar<br />
me tornei prisioneira de minha cegueira</p>
<p>pelo tempo ausente me senti perdida<br />
adormecida em minhas próprias feridas</p>
<p>pois e se a mim não me é permitido ver<br />
de que adianta então insistir em viver?</p>
<p>quando recebi sua carta ainda podia ler<br />
e em pouco tempo não pude nem mais escrever</p>
<p>como vivo sozinha em minha casa-solidão<br />
passei muitos dias a conviver com a frustração</p>
<p>de uns tempos para cá sinto que minha cegueira é resultado de minha depressão<br />
meu eu não conversa mais comigo e portanto me aplicou a punição</p>
<p>como pode a moça d&#8217;olhos não ver?</p>
<p>meu querido poeta &#8211; meu amor e minha dádiva<br />
estou cá convencendo meu au a me reaprender  </p>
<p>espero que seu céu cinzento não escureça seus sentimentos</p>
<p>que não me esqueças pela minha ausência<br />
posto que estou aqui na busca de minha consciência</p>
<p>desde então mergulho num profundo sem fim<br />
na busca de algo que me leve a mim</p>
<p>quando me encontrar, finalmente<br />
poderei ver o mundo normalmente</p>
<p>sei que tuas curvas de palavras se sentem perdidas<br />
sem a minha dança e minha suave acolhida</p>
<p>mas não se assustes com meu impermanente desatino<br />
tu ésminha estrela, meu sonho e meu caminho </p>
<p>pois me ajude a enxergar novamente<br />
aquilo que esqueci de regar diariamente</p>
<p>com todos os anseios de ver o mar&#8230;<br />
sua moça d&#8217;olhos</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=11&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>.saudade é carta destino.</title>
		<link>http://cartasdemarechuva.wordpress.com/2008/03/22/saudade-e-carta-sem-destino/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 00:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[.mágica moça d´olhos. .aqui é frio e sem ar. com custo se ouve o que da garganta rompa silêncio. tudo em volta esconde-se tão logo se veja. os passos afundam em descompassos. não se vê nem céu nem chão. apenas bruma e desalentos nervosos nas plumas de pássaros turvos que nunca assentam. .de viver ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=10&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.mágica moça d´olhos.</p>
<p>.aqui é frio e sem ar. com custo se ouve o que da garganta rompa silêncio. tudo em volta esconde-se tão logo se veja.  os passos afundam em descompassos. não se vê nem céu nem chão. apenas bruma e desalentos nervosos nas plumas de pássaros turvos que nunca assentam.</p>
<p>.de viver ao extremo encontre o extremo da vida. lugar onde não se quer estar. meio caminho entre o nada e o vazio. não lembro do caminho de volta. quero muito estar contigo e continuar nossa dança. me empresta tua risada como guia?. me aponta tuas graças traquinas &#8211; de menina tempestade &#8211; para que me reconheça e te reconheça e ouça meu coração ribombar de alegrias. tudo aqui é cinza denso. nem meus adornos de cheiro-de-ar-quando-tu-danças me podem trazer conforto. posto que só aumentam a aparência da tua ausência. que posso assim sem ti?.</p>
<p>.achei por sorte esse colibri perdido que convenci a te levar essas palavras. de certo que tu &#8211; ao sabê-las minhas &#8211; há de acionar nossas pontes oníricas e poderei estar de volta. como desejo povoar meu ser inteiro com tua hora risonha!.</p>
<p>.mas tenha certeza: somos nós a nossa estrela e não é qualquer desalentado desvio que nos fará perder nosso destino. tudo de uma hora para outra inverte infortúnio em recompensa.  logo teremos nossas promessas festejadas como cumpridas. não é sempre andaluzia a paz acesa que nos celebra?. ainda que triste a espera alegre é a chegada. todo fim de estrada é nova jornada.</p>
<p>.minha sonhada moça d´olhos, já se cumpre o fim das páginas. irá o diminuto passarinho levar um amor imenso até outro amor imenso. há assim de estender novos atalhos melhores que os antigos. há assim de trazer-nos um ao outro e nós ao tumulto dos corpos e espíritos enamorados.</p>
<p>.alimenta esse colibri com um brilho de olho teu &#8211; que toda gente tem por certo ser mais doce que o néctar de todas as flores do mundo. e apressa-te minha amada. abre tuas asas e despeja céu no espaço que nos separa. e nesse céu inscruta estrelas de um ou dois risos teus.</p>
<p>.assim iluminados meus olhos extasiados logo estarão diante do lago do nosso beijo convocado.</p>
<p>.do teu ainda aqui e tão aí.</p>
<p>.poeta do penhasco.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/10/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=10&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;à espera&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 23:02:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; estava à beira do abismo à espera de novos avisos&#8230; perdera o poeta de vista e buscava com todos os olhares possíveis encontrar uma pista&#8230; por onde andaria o andarilho das palavras escritas?&#8230; por onde andaria o amante-amado de sua vida?&#8230; sabia que estava distante por conta das tempestades marinhas&#8230; sabia que seus furacões [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=9&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8230; estava à beira do abismo à espera de novos avisos&#8230; perdera o poeta de vista e buscava com todos os olhares possíveis encontrar uma pista&#8230; por onde andaria o andarilho das palavras escritas?&#8230; por onde andaria o amante-amado de sua vida?&#8230; sabia que estava distante por conta das tempestades marinhas&#8230; sabia que seus furacões o tinham coberto de maresia &#8211; e era tanta e era fadiga &#8211; o que levara o seu poeta para outra margem escorregadia&#8230; sabia que estavam atados pelos laços invisíveis da mesma concha de duas partes e sabia também que estavam separadas as casas de abrigar mares&#8230; o texto não mais surgia &#8211; nem cartas, nem lamentos, nem traços de sua rebeldia&#8230; resolvera a moça d&#8217;olhos criar um pedido de morte-vida &#8211; gritar aos montes sagrados dos penhascos pelo retorno da poesia&#8230; por onde andaria o andarilho de sua alegria? por onde trilhava os caminhos que não mais em cartas lhe escrevia?&#8230; clamava ao rubor do universo dilacerado o encontro desejado&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;e assim esperaria uma resposta do amado&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=9&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;por entre espelhos-mares&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Sep 2006 14:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; pensou o poeta que a moça dos olhos não podia lhe ver em sua caixa de espelhos&#8230; de todos os reflexos cruzados uma imagem do poeta surgia&#8230; era quase como se fosse ele&#8230; no entanto eram apenas seus reflexos&#8230; sombras e gritos de todas suas janelas abertas&#8230; &#8230;caminhava a moça dos olhos por entre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=8&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8230; pensou o poeta que a moça dos olhos não podia lhe ver em sua caixa de espelhos&#8230; de todos os reflexos cruzados uma imagem do poeta surgia&#8230; era quase como se fosse ele&#8230; no entanto eram apenas seus reflexos&#8230; sombras e gritos de todas suas janelas abertas&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;caminhava a moça dos olhos por entre a caixa de espelhos do poeta e via cada janela como partes de uma só e sabia que nenhuma dessas imagens era o amor a quem entregara a vida como quem pendura-se pelos pés em beira de abismo&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;dançava ela então com seus reflexos&#8230; poeta-sonho&#8230; poeta-artista&#8230; poeta-menino&#8230; poeta-texto&#8230; poeta-solidão&#8230; poeta-paixão&#8230; poeta-sacrifício&#8230; poeta-início&#8230; poeta-cansaço&#8230; poeta-palhaço&#8230; poeta-perdido&#8230; poeta-engraçado&#8230; todos eles eram multifaces do amado&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;em uma das danças, atadas ao verdadeiro poeta ele lhe perguntou: você pode me ver de verdade? você sabe realmente quem eu sou?&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;ela lhe disse com todos seus olhos marejados: por mais que eu tenha muitos olhos e você muitos reflexos somos partes da mesma concha bivalve&#8230; o que vejo não é o que és&#8230; tu vais além do que se pode guardar&#8230; tu te dissolves&#8230; se somos partes atadas da mesma concha salgada somos essências das mesmas histórias&#8230; não se sabe uma parte sem a outra&#8230; e se estamos assim sem medida&#8230; juntos nessa concha bipartida&#8230; o único reflexo que vemos é nosso próprio olho dentro do outro&#8230; somos reflexos de nós mesmos morando um na casa do outro&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;ele ainda ficou pensativo&#8230; de olhos também marejados&#8230; olhando nos olhos da moça dos olhos&#8230; ela pergunta: tu confias no que eu digo?&#8230; e ele disse que sim&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;então empresta tua guitarra gitana e vem comigo, dança&#8230; abraça-me pela cintura e conta dos teus amores com olhares&#8230; ata esse nó como cego&#8230; sem tempo de desfazê-lo&#8230; fecha a concha de fora e guarda a caixa de espelhos&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;de todos meus passos dados sei olhares de flores para te ver chegar&#8230; não há vida que resista sem que tu beijes as ondas do meu mar&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230; nossa concha é como promessa&#8230; &#8230; pálpebras dos mesmos olhos&#8230; ela abre e magicamente fecha&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;moça d&#8217;olhos&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=8&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>.alforges e guitarras.</title>
		<link>http://cartasdemarechuva.wordpress.com/2006/09/03/alforges-e-guitarras/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Sep 2006 03:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[.volto como quem chora ao nascer novamente. ser tanto do antes como do sempre faz nuvem de chuva no peito exangue de tanto se entregar. .descanso alforges brisa na companhia de versos cansados. moídos. exaustos. fartos de tanto perder-se de se achar. .trago guitarra beijo para tocar música riso aceso. formas de manter-se inteiro quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=7&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">.volto como quem chora ao nascer novamente. ser tanto do antes como do sempre faz nuvem de chuva no peito exangue de tanto se entregar.</p>
<p align="justify">.descanso alforges brisa na companhia de versos cansados. moídos. exaustos. fartos de tanto perder-se de se achar.</p>
<p align="justify">.trago guitarra beijo para tocar música riso aceso. formas de manter-se inteiro quando tudo mais parece fragmentar. assim dou-te meu flamenco intenso. moreno como abraço de quem chega cansado demais para contar onde estava.</p>
<p align="justify">.toco para tuas castanholas e para as solas dos teus sapatos trinarem no ar (cigana que és da cor dos meus dias). toco de olhos fechados para te ver chegar dentro do mar agudo que cheiro e crepúsculo me tatuaram de invernos e fazer brotar flores e portos bons de aportar. toco para que saibas que comigo estás mesmo quando no perdido da estrada não sei mais voltar.</p>
<p align="justify">.deixarei as cordas da guitarra me atarem sem desato no que me sabe sem laço: teu nome de lar.</p>
<p align="justify">.poeta do penhasco.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/7/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=7&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;vindo de longe&#8230;</title>
		<link>http://cartasdemarechuva.wordpress.com/2006/03/31/vindo-de-longe/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Mar 2006 20:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; há sempre um querer que parece contradição nas ondas da superfície dos meus olhos&#8230; eu estava lá sem esperar e sem perceber assistindo ao turbilhão de ondas avassaladoras morrendo nas pedras e dormindo enrolada em concha cuspida pela ressaca dos tempos vividos&#8230; &#8230; esse poeta me veio então como um vendaval de palavras acesas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=6&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8230; há sempre um querer que parece contradição nas ondas da superfície dos meus olhos&#8230; eu estava lá sem esperar e sem perceber assistindo ao turbilhão de ondas avassaladoras morrendo nas pedras e dormindo enrolada em concha cuspida pela ressaca dos tempos vividos&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230; esse poeta me veio então como um vendaval de palavras acesas como vagalumes felizes, como grilos falantes, abrindo gavetas, colocando tudo pra fora e atravessando o mundo com passos de sonhos e imagens de poesia mágica&#8230; tão grande de fazer sorrir todos os desenhos tristonhos e fazer voar todas as palavras adormecidas&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230; o poeta que dizia saber quase tudo me encheu de perguntas difíceis e promessa irrecusável de colo eterno na beira do abismo vendo o mar&#8230; de todas as palavras fez festa e libertou todas as vozes das minhas borboletas de olhares guardados&#8230; fez um convite singelo&#8230; estendeu tapete vermelho&#8230; cantou música gitana&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230; saí da concha&#8230; saltei da intempérie do mar para o topo do abismo só pra dançarmos chuvas e raios e abrirmos o céu pra ver o infinito&#8230; é difícil saber do que é feito o outro quando se passa a ser só um e de todos meus olhos abertos surgiram o encontro e a antropofagia&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230; de todos meus mares revoltos e inconstantes me sei plena em passeio de barco na companhia deste poeta&#8230; sempre sua mão me resgata e me convida a ser eu e a ser mais bela do que da última vez como se isso fosse eternamente possível&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;como é doce o querer estar junto sem um tempo pra acabar&#8230; como é encantador ouvir soar a voz das palavras ditas e das não ditas dentro da alma sem carne&#8230; como é intenso sentir andar sobre a planície da pele o olhar de quem vê mais do que o possível&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;dei um passo a mais e alcancei o encontro das pontas do universo só pra ler tuas cartas e escrever como quem desafia caneta tinteiro a ser escritora de sonhos&#8230; fiz o que sonhava e o que não podia&#8230; segurei as cartas que voavam do abismo e caiam no meu mar e vi todas as ondas se banharem de palavras num texto de amor e mar eterno&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230; e sonhei e sonho&#8230; escrevi e escrevo&#8230; desejei e desejo todos os dias da minha existência e daquela parte de mim que vai se esvair no tempo&#8230; entreguei o leme do barco de todas minhas horas&#8230; iluminei o caminho escuro por entre as ruínas só pra te ter no silêncio da vida e dizer &#8216;eu te amo&#8217;&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;moça d&#8217;olhos&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=6&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>.conto de viver.</title>
		<link>http://cartasdemarechuva.wordpress.com/2006/02/26/conto-de-viver/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Feb 2006 00:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[.(como me foi dito, te digo: o começo dos dias). .a moça dos olhos morava em tempestades. corria rubra em dunas e vendavais. segredava conchas e espumas. dançava luz de raio e trovão. a moça de olhos contava histórias de esquecimentos alados e gostava de brincar de velocidade e chuva quando o céu amanhecia escuro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=5&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">.(como me foi dito, te digo: o começo dos dias).</p>
<p align="justify">.a moça dos olhos morava em tempestades. corria rubra em dunas e vendavais. segredava conchas e espumas. dançava luz de raio e trovão. a moça de olhos contava histórias de esquecimentos alados e gostava de brincar de velocidade e chuva quando o céu amanhecia escuro e pesado. era toda uma só força de saber e sonhar.</p>
<p align="justify">.o poeta do penhasco morava em passos versados. apontava lumes com a palidez oculta sob a capa à espanhola. entendia das coisas sem nome. cultivava lírios de chamas albinas e lascivas. o poeta do penhasco tecia palavras de fôlego e arfar. morria de quando em quando para renascer entre flores serenas. era todo uma só força de ser e estar.</p>
<p align="justify">.ontem. há muito tempo. um dia. amanhã.</p>
<p align="justify">.quando a terra curvou-se sobre si mesma as pontas do mundo foram ligadas. a moça dos olhos (arteira que é) deu um passo a mais. o poeta do penhasco escutou esse passo quando sonhava que voava dentro de lágrima. acordou em suores de amor profético. escreveu cartas de brisa e lançou-as no mar. todas as cartas seguiram ventos diferentes mas todas chegaram às mãos da moça de olhos. em sua palma pequenina todas as cartas se tornaram uma só. quando abriu o lacre rubro sentiu que sua vida nunca mais seria a mesma. leu com lábios calados. sorriram anjos dos dois lados do céu. como fosse dia de coisas novas e siderais escreveu com maresia uma resposta provocadora e cheia de caminhos de se perder. pediu a uma tristeza menina e uma alegria ruiva que a levasse pelo ar.</p>
<p align="justify">.sempre. quando quiser e não quiser. de todos modos e formas. até.</p>
<p align="justify">.com a resposta da moça de olhos o poeta do penhasco libertou solidões. iluminou salões com valsas e pactos de amor. afagou a dor da tristeza menina (que virou uma estrela secreta). tomou sorvete de nuvem com o riso da alegria ruiva (que abraçou suicidas com fome de vida). estendeu manta de futuros sobre grama. flores de dizer. frutos e poemas. música de mar e cachoeira.</p>
<p align="justify">.a moça dos olhos chegou num piscar. bonita como um desejo de paz. o poeta do penhasco serviu vinho e mito. horas de céu e abismo. poeira e continente.</p>
<p align="justify">.agora. no tempo em que respiras. no átimo do ato. já.</p>
<p align="justify">.o que será quem pode dizer?. todas as verdades vestem andrajos para mascarar seus gracejos. é do instante o aqui permanente. ser é acreditar.</p>
<p align="justify">.poeta do penhasco.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/5/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=5&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8230;lugares de mares&#8230;</title>
		<link>http://cartasdemarechuva.wordpress.com/2006/02/11/lugares-de-mares/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2006 19:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem-categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[É sim, meu poeta que me miras do topo do penhasco&#8230; sou de olhos e sou de mar e tantas outras coisas&#8230; sou espuma densa, salgada e branca e não me quero desvendar&#8230; sou de ir encontro à rocha e com força me chocar&#8230; me sei morte-vida-morte, formar e desmontar&#8230; me sei olhos de topo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=4&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">É sim, meu poeta que me miras do topo do penhasco&#8230; sou de olhos e sou de mar e tantas outras coisas&#8230; sou espuma densa, salgada e branca e não me quero desvendar&#8230; sou de ir encontro à rocha e com força me chocar&#8230; me sei morte-vida-morte, formar e desmontar&#8230; me sei olhos de topo de onda que vê seu leve suicídio, que sabe o que é ser mar&#8230;</p>
<p align="justify">Há alguns dias, bem sabes, e em todos os que se seguiram, pudesses me contemplar&#8230; sou fluida, sei nadar, porém me afogo, fico sem ar&#8230; devo ser um mar estranho, algo complexo de se navegar&#8230; sem medida, sem rumo, sem estrela, sem prumo&#8230; espuma-azul-sal-barulho&#8230;</p>
<p align="justify">Parece simples quando se vê do topo, te vejo com meu olhar como névoa-nuvem-ponte&#8230; tento por hora suspender e te ver, por outras sinto parte de mim nas rochas morrer&#8230; e sou, das águas e dos olhos as lágrimas salgadas de fazer sentir mundos belos escondidos na escuridão&#8230; ah, daqui posso ver seres estranhos, seres de ricos saberes e encantos&#8230;</p>
<p align="justify">Eu que sei do mundo das nossas coisas te deixo no meu mar entrar&#8230; não sou sempre cuidadosa, não posso minhas ondas sempre acalmar&#8230; sei que te lanço em pontas de corais e te afago em silenciosas esponjas&#8230; tudo da mesma forma&#8230; não há como ver o que o mar bravio esconde, se as águas não encontram poesia, se não se sabe o alimento de sua fonte&#8230;</p>
<p align="justify">Mas deixa-me te levar&#8230; deixa-me escolher correntes-caminhos e te mostrar&#8230; deixa-me te contar o segredo das estrelas da minha noite e do som aguçado do meu mar&#8230; deixa minhas ondas revelarem o que te posso ofertar&#8230; deixa que te embalo, que te cuido, que te guio, que te banho&#8230; mesmo que nos meus mares te percas ou que minha fúria insana te cegue&#8230; deixa que te enlace, deixa que eu te regue&#8230;</p>
<p align="justify">Pois que águas se alimentam de águas, águas evaporam &#8211; águas vão, águas chovem &#8211; águas virão&#8230; e se te sabes mar de oceano de quereres em outros rumos de sábias espumas deixa que as gotas salgadas manchem de vermelho nossas belas palavras&#8230;</p>
<p align="justify">Já nos sabemos desde antes mar&#8230; o desfazer, o desmontar&#8230; o refazer, o acreditar&#8230; o fluir&#8230; o amar&#8230;</p>
<p align="justify">Miro-te submersa&#8230; te vejo com todos meus olhos&#8230; olhos cume de onda suicida&#8230; olhos onda de morte no mar&#8230; olhos sal de espuma na rocha&#8230; olhos lâmina de coral a cortar&#8230; olhos fundo de mar escuro&#8230; olhos luz de sol na água&#8230; olhos choque de onda na pedra&#8230; olhos som de mar solitário&#8230; olhos reflexo de estrela&#8230; olhos tempestade de mar alto&#8230;</p>
<p align="justify">&#8230;Todos olhos-eu são pra ti&#8230;</p>
<p align="justify"> &#8230;que miras do topo do penhasco meu ser onda-mar-onda-rocha-mar&#8230;</p>
<p align="justify"> &#8230;beijo de olhos marejados em saber-te mergulho no meu mar&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;" align="justify">&#8230;Moça dos Olhos&#8230;<br />
<!--[if !supportEmptyParas]--><span style="font-size:130%;"> </span><!--[endif]--></p>
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		<title>.de tanto e lugares.</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2006 18:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paelg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ .moça dos olhos. .esperei que chegasse a mais bella canção para te dizer. esses são dias de contradições. mistérios e lidas. afagos e fúrias. palavras e silêncios. coisas de fazer nascer novos lugares por dentro. .daqui posso ver o mar. é bonito de saber o voar das gaivotas e o sumo dos salgares. as naus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=3&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> .moça dos olhos.</p>
<p align="justify">
.esperei que chegasse a mais bella canção para te dizer. esses são dias de contradições. mistérios e lidas. afagos e fúrias. palavras e silêncios. coisas de fazer nascer novos lugares por dentro.</p>
<p align="justify">.daqui posso ver o mar. é bonito de saber o voar das gaivotas e o sumo dos salgares. as naus perdidas ou achadas entre ondas de promessas de porto. lenços de despedidas e de encontros. coisas de marear.</p>
<p align="justify">.talvez por isso te possa dizer que somos mais mar que terra. coisa que a ciência há muito já revela, invocando os líquidos da vida. somos mais mar que terra. mais onda que barraco. mais espuma que areia. mais movimento que rocha. daí que se te sonho é com meus oceanos que te sei. e às vezes me chegas com violência de ressaca e recife. e às vezes me chegas como marola de passos de criança e chapinhas de gotas. múltipla em tuas coisas. como todos os lugares do mar que se sabe e do mar que ainda há de se saber. e até mesmo do mar que se guarda como segredo de asa e vento.</p>
<p align="justify">.hoje amanheci mar de sargaço. ontem era pacífico. amanhã talvez atlântico ou impenetrável mar morto. mas sempre mar. sempre outro e mesmo. como tu. como nós.</p>
<p align="justify">.agora que te sei igualmente marinha, cara moça dos olhos, te posso te contar do que é querer-se banhar em águas de coisas intensas e viscerais. e saber da lâmina dos corais e da maciez das esponjas. agudo mundo de prazeres e lugares. todos cantos de querer se encontrar com uma ode marinha de pessoa ou ser mitológico que propague canto e sonhos.</p>
<p align="justify"> .banho-me em te pensar.</p>
<p align="justify">.recebe meu beijo com a paz dos anjos entontecidos de provar de si.</p>
<p align="justify"> .poeta do penhasco.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cartasdemarechuva.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cartasdemarechuva.wordpress.com&amp;blog=2335440&amp;post=3&amp;subd=cartasdemarechuva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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